Caminhos
Documentos para tratar do superendividamento
Boa parte de uma análise depende da qualidade dos papéis. Esta é a lista para você juntar com calma, antes de qualquer conversa.
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Identificação
A primeira pasta é a mais simples, e é a que abre qualquer das portas previstas na lei, administrativa ou judicial: os documentos que identificam você e quem depende de você. São três itens, e todos costumam estar à mão. Junte-os antes dos demais, porque sem eles nenhum pedido é protocolado.
- documento de identidade e CPF;
- comprovante de endereço atual;
- estado civil e, se houver, informações sobre dependentes.
Renda
- últimos contracheques ou holerites, quando houver;
- extrato de benefício previdenciário, se for o caso;
- extrato bancário dos últimos meses;
- declaração de imposto de renda, se declarar;
- comprovação de renda informal, quando existir (registros de recebimento, notas).
Despesas essenciais
- aluguel ou prestação da moradia;
- contas de água, energia, gás, telefone e internet;
- despesas de saúde recorrentes e medicamentos de uso contínuo;
- transporte usado para trabalhar;
- educação de filhos ou dependentes.
Dívidas: o item mais importante
Para cada dívida, o ideal é ter:
- o contrato, quando existir;
- faturas recentes (cartão) ou carnê;
- extrato ou demonstrativo do saldo devedor atualizado;
- comprovantes de pagamentos já feitos;
- propostas de acordo recebidas;
- documentos de renegociações anteriores.
Se faltar contrato, isso não impede a análise: parte dos documentos pode ser solicitada às instituições. Não ter tudo não é motivo para adiar.
Descontos automáticos
- extrato de empréstimos consignados;
- histórico de descontos no benefício ou na folha;
- registros de débito automático em conta.
São eles que mostram quanto da renda já sai antes de você usar o dinheiro.
Se já existe cobrança judicial
Cobrança em curso não impede a análise, mas muda o que precisa ser reunido — e é a mesma documentação que instrui o tratamento judicial do superendividamento, quando ele for o caminho.
- número do processo, se souber;
- citação, intimação ou qualquer documento recebido;
- informação sobre bloqueios ou penhoras que tenham ocorrido.
Depois de reunir os papéis
Com a lista de dívidas conferida e os comprovantes separados, o passo seguinte é a análise — é ela que diz o que cabe no orçamento e qual caminho a lei abre para o seu caso. Dá para solicitar análise da situação mesmo com documentação incompleta.
Esses mesmos papéis são o que sustenta uma proposta com pé no chão numa tentativa de acordo com credores, dentro ou fora da justiça.
Perguntas frequentes
Não tenho os contratos. Isso inviabiliza?
Não. Parte da documentação pode ser obtida junto às instituições, e a análise começa com o que existe.
Preciso levar tudo impresso?
Não. Fotos legíveis e arquivos digitais costumam bastar, desde que completos.
Vocês pedem CPF ou dados bancários pelo site?
Não. Nenhum formulário do site pede CPF ou dado bancário, e o que você digita neles não fica guardado neste servidor. O chat de atendimento é a exceção: ele é operado pela central de atendimento, e a página de segurança e proteção de dados pede que você não escreva nele CPF, número de conta ou senha.
Responsabilidade editorial: conteúdo redigido pela equipe editorial do Superendividamento. Responsável jurídico pelo portal: Edson Rodrigues da Silva, OAB/DF nº 70.435. Como revisamos o conteúdo.
Publicado em · Atualizado em .
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise individual do seu caso. Nenhuma página deste portal afirma que você tem direito a algo: cada situação depende dos seus contratos, da sua renda e das suas despesas.
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