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Quanto custa tratar o superendividamento?

A fase de conciliação do superendividamento pode ser feita sem custo nos órgãos públicos e, no Distrito Federal, no programa do TJDFT; no processo judicial há custas, e quem não pode pagá-las pode pedir gratuidade de justiça; os honorários do advogado são combinados por escrito, caso a caso.

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Ilustração de uma conversa acolhedora sobre dívidas e orientação.
Informação clara para uma conversa mais consciente. Cena ilustrativa.
O custo depende da porta escolhida
O custo depende da porta escolhida. Conciliação pública: Procon e o programa do TJDFT não cobram. Processo judicial: Há custas, com gratuidade para quem não pode pagar. Advogado: Honorários combinados por escrito, caso a caso.

Quanto custa cada fase?

Custos do tratamento do superendividamento, por fase
FaseCusto do processo Observação
Conciliação no programa do TJDFT para superendividados Sem custoPedido pela internet; a Carta de Serviços do tribunal informa que não há custo. Dados conferidos em 13 de outubro de 2026.
Procon e órgãos de defesa do consumidor Não cobram para receber o pedidoPodem promover audiência global com todos os credores (CDC, art. 104-C, § 1º)
Defensoria PúblicaNão cobra Para quem se enquadra como necessitado na forma da lei
Processo judicial (arts. 104-A e 104-B do CDC) Custas do processo, salvo gratuidade de justiça CPC, arts. 98 e 99
Honorários do advogado Contratados por escrito, antes de qualquer trabalho Este portal não publica valor nem forma de pagamento

Quem pode pedir gratuidade de justiça?

Tem direito à gratuidade da justiça a pessoa com insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios (CPC, art. 98). Para a pessoa natural, a alegação de insuficiência é presumida verdadeira, e o juiz só pode negar o pedido se houver nos autos elementos que mostrem o contrário — e, antes de negar, deve dar a chance de comprovar (art. 99, §§ 2º e 3º).

Ter advogado particular não impede a gratuidade (art. 99, § 4º). A concessão depende de decisão no processo.

Como são definidos os honorários do advogado?

Por contrato escrito, antes de qualquer trabalho, depois de conhecer o caso: quantas dívidas, quantos credores, se o caminho é a conciliação ou o processo judicial. Por isso não há tabela nesta página — e as regras de publicidade da advocacia também não permitem anunciar valores.

Na via administrativa, como o Procon, não é preciso advogado. No processo judicial, a representação por advogado é a regra, e a Defensoria Pública atende quem se enquadra como necessitado.

Dá para saber antes quanto a dívida vai diminuir?

Não. Nenhuma página deste portal informa percentual de redução de dívida, porque não há como saber antes: o plano depende da renda, das despesas essenciais, dos contratos e do que for acordado com os credores ou decidido pelo juiz.

O que a lei estabelece é o desenho do plano — prazo de até cinco anos, preservado o mínimo existencial — e, no plano judicial, que os credores recebam no mínimo o principal corrigido (CDC, art. 104-B, § 4º).

Perguntas frequentes

Pedir a conciliação no programa do TJDFT custa alguma coisa?

Não. A Carta de Serviços do TJDFT informa que não há custo para o serviço de prevenção e tratamento do superendividamento. Dados conferidos em 13 de outubro de 2026.

Ter advogado particular impede a gratuidade de justiça?

Não. O Código de Processo Civil diz que a assistência por advogado particular não impede a concessão da gratuidade (art. 99, § 4º). A concessão depende de decisão no processo.

Quanto a minha dívida vai diminuir?

Não há como dizer antes. O plano depende da renda, das despesas essenciais, dos contratos e do que for acordado ou decidido. Nenhum percentual de redução é prometido.

Responsabilidade editorial: conteúdo redigido pela equipe editorial do Superendividamento. Responsável jurídico pelo portal: Edson Rodrigues da Silva, OAB/DF nº 70.435. Como revisamos o conteúdo.

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